Mãe Borboleta


Eu sou a Mãe Borboleta…ou melhor…neste momento sou a Mãe Lagarta, visto que ainda ando a transformar-me dentro do meu casulo.

Tenho câncer. Na mama direita…

Tem nome: Carcinoma Invasor

Sobrenome: NST Grau 3 B-R

Idade: completou 1 ano em maio

Aspecto: “modificado com áreas de necrose e estroma denso com infiltrado linfóide.”…”com elevada relação núcleo-citoplasmática”…”células epiteliais com núcleos grandes, vesiculosos com citoplasma eosinófilo”…

Câncer da Mama HER2 positivo:

“HER2 positivo é uma forma agressiva de câncer de mama. É um tipo de tumor diferente que tem como característica uma proteína encontrada em excesso na superfície das células. Esse fenômeno é denominado superexpressão da proteína HER2. Considera-se que o excesso de proteína HER2 faz as células do câncer crescerem e se dividirem mais rapidamente. É por isso que o câncer de mama HER2 positivo é mais agressivo que o câncer de mama que não é HER2 positivo.”

Fonte: Blog Amigas do Peito de Ilhabela.

Pelos vistos é uma vantagem ter o HER2 positivo, pois já existem tratamentos para a cura definitiva deste tipo de câncer…

Para entender melhor o HER2 positivo, assista ao filme: “Uma Chance para Viver”, conta a trajetória de estudos do Dr. Dennis Slamon para aprovação do Herceptin. (https://youtu.be/yBzbPhVB46s)

Vou fazer oito sessões de quimioterapia, a cada três semanas.

Cirurgia para retirar o tumor.

Radioterapia, trinta sessões.

Assustador, não?

Chegou em mim para virar a minha vida do avesso, e acabei por descobrir que virar-se do avesso é necessário…

“…se não fosse pedir demais ele poderia chegar com menos sofrimento…”

Pensei quando recebi o diagnóstico!

…mas, poderia vir com menos transformação…

…Deixa ele estar – o câncer – ele vai passar, eu fico… e trato de me desvirar para o meu lado direito, ou não…quem sabe o meu lado do avesso não será o meu lado certo?

A história do meu câncer é muito parecida com tantas outras que aparecem, lugar comum – cada dia com mais frequência .

Auto-exame foi o meu primeiro passo, um grande passo se dependesse só de mim a minha cura…

Em maio de 2014, logo depois de fazer uma viagem de sonhos para Londres, na altura do auto-exame (http://www.tuasaude.com/como-fazer-o-autoexame-da-mama/), apalpei um pequeno nódulo na mama direita, o tamanho era semelhante ao de uma ervilha.

Cuidadosa, pus-me no caminho da minha médica ginecologista que tratou de pedir todos os exames necessários, “é pequeno, mas é este silêncio que me preocupa…” disse a doutora depois das questões da praxe: “dói?”, “Aparecem manchas?”, “Nota algum líquido?”

Nada! Silencioso…

… fiquei eu também preocupada…

Fiz tudo o que foi pedido, o resultado dos exames saíram no dia 2 de julho, o laudo dos exames foram inconclusivos. Sendo assim, foram pedidos exames complementares, biópsia, nomeadamente.

Entretanto a minha médica foi de férias e não pôde ver o resultado…Eu estava preocupada, queria fechar o ciclo, para abrir outro…de alívio ou de luta.

Foi-me indicado um médico, supostamente bastante entendido na área, tratava de centenas de casos como o meu num IPO…Não hesitei! No dia marcado para a consulta lá estávamos, eu e Miki (meu marido), a espera de respostas no consultório do médico “especialista”…

Depois de levar um sermão sobre o uso do sutiã, das calças jeans, do tipo de calcinha que deveria usar, e blablás de ginecologistas (mais de uma hora de sermão! De um sermão que estou fartinha de saber) lá veio o diagnóstico.

Olhando para as imagens o médico decretou:

“…isto não tem aspeto…não é nada…pra já vamos aguardar e ver a evolução…eu poderia pedir uma biópsia, mas custa muito, sabe? … é doloroso…é um exame chatinho…daqui a seis meses repetimos os exames…”.

Não preciso dizer que saí do consultório amando aquele médico! E o sermão de uma hora, e a minha angústia por estar ali a ouvir tudo aquilo que já sabia de cor, e a vontade que eu tinha de interromper e dizer: “Olha, eu só estou aqui porque quero saber se tenho câncer!”… e a minha ansiedade, o medo… tudo dissipou-se no ar…

Saí dali leve, a viver normal os meus dias…

(…)

Mas eu sentia ele crescer…era notável a sua evolução, embora silenciosa, sem dores nem indicadores.

A frase da doutora reverberava em mim…

”…é este silêncio que me preocupa…”

Em outubro, numa das minhas corridas noturnas, num dia de grande desempenho físico, feliz com os meus resultados e por estar saboreando de um momento de plena saúde (pensava eu!), enquanto eu corria senti o nódulo…estava muito grande…incómodo…desconfortável…sentei-me num banco junto ao Canal de São Roque, quase em frente a Ponte que é um laço…e chorei…pela primeira vez chorei um choro real de medo…passou um filme na minha cabeça, da minha vida até ali…tive medo de não conseguir ver as minhas filhas crescerem, tenho duas, e são lindas!…

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Fiquei assim longos quarenta minutos, observando a ponte, as pessoas passando, a mim mesma…já não era só um ‘feeling’, eu tinha certezas e medos reais.

Não partilhei com ninguém, nem os meus medos, nem as certezas…sofri sozinha, corria para desabafar…chorei todas as vezes… era o meu grito, o grito que eu precisei gritar de revolta por sentir que aquela ervilha, agora, era mais que uma azeitona…adiei o sofrimento, esperei o tempo que o médico “especialista” me deu…dezembro seria o mês certo.

Dezembro passou voando…O Natal me fez esquecer o meu drama…Amo Natal, e este parecia vir especial… mas ainda não foi desta vez…

Adiei os exames para depois da festa de aniversário da Juliana, que foi no dia 24 de janeiro. Precisei estar ‘fresca’ para preparar a festa com o esmero do costume.

Nova bateria de exames, e desta vez, poucas dúvidas, quase imperativo!

No laudo aconselhavam uma biópsia, e desta vez, tudo foi feito como deveria ter sido feito antes, com a MINHA médica, em quem eu sempre confiei piamente… e que meio abananada só conseguiu dizer uma frase depois de ler o laudo dos exames:

“Que Deus vos acompanhe nesta luta”.

Indicou-nos uma clínica no Porto, especializada em câncer da mama, agendamos e rapidamente entramos numa espiral louca e desconfortável…

Dia 28 de janeiro fiz a biopsia, realmente é um exame “chatinho”, “doloroso”…ainda assim preferia tê-lo feito em junho, teria me poupado, no mínimo, de outras quantas dores…

Em uma semana sairia o resultado definitivo: no dia 4 de fevereiro…

Foi este o dia…o primeiro dia da luta, a confirmação de um “tumorzinho” que fazia parte de mim…e eu já sabia há tanto tempo…

Confirmada a notícia, comecei a mexer-me por dentro…desconfortável, primeiro não querendo estar ‘na minha pele’, querendo que tudo não passasse de um pesadelo.

Quais seriam as probabilidades de alguém como eu desenvolver um tumor?

A minha idade: 37 anos

Bons hábitos de vida, alimento-me bem, faço desporto. Sou Educadora de Infância, mãe, vivo numa cidade linda e pacata, minha casa é linda e confortável, meu trabalho é do outro lado da rua, amo o meu marido que me ama, temos filhas bem-educadas e bem resolvidas. Sou FELIZ!

Amamentei a Giovana até aos dois anos e meio, a Juliana até aos dezoito meses.

Não tenho histórico genético na família, ninguém morreu de câncer!

Eu tentava encontrar um “culpado”, mas encontra-lo não tornaria o tumor menor, nem o faria desaparecer…Mudei o foco!

Aos poucos fui virando fortaleza, reunindo toda a minha força interior e vontade de vencer isto tudo…

”Este ‘tumorzinho’ não me pertence, não faz parte de mim…”

Repeti esta frase vezes sem conta pra mim mesma …

… assim como repeti a música We Could Be Heros…

 …vezes sem conta a partir deste dia…Ainda hoje quando a ouço, sinto tudo a mexer-se por dentro, e as lágrimas são inevitáveis pelas lembranças de dias tão difíceis…tornou-se o meu hino! O hino da minha luta…

Com tudo encaminhado por dentro, forças calibradas, revolta controlada, medos existentes mas que não me faziam parar…chegou a hora de partilhar, dar a notícia…

…talvez a parte mais difícil…

Como damos uma notícia deste calibre às pessoas que mais amamos e que deveríamos proteger? O sofrimento destas pessoas estava garantido…e ver as pessoas que amamos sofrendo é bem pior do que sofrer sozinha…

Mas era Inevitável!

E fui contando devagar…sempre imprimindo no meu discurso aquilo que vinha, verdadeiramente, por dentro de mim: a certeza absoluta de que eu iria sofrer, mas que teria o meu final feliz!

Sempre positiva, tentei amenizar aquelas dores e sentimentos das pessoas que me amam e se preocupam comigo: as revoltas, os “mas, mas, mas…”, não entendiam muito bem o que se passava…

”Como assim?!”…

“Porque a vida é tão injusta?!”, “Porque contigo?”

“Porque, porque, porque!?”

As respostas ainda não sei, nem sei se existirão de fato…Mas também nunca considerei a vida injusta…

Só porque sou boa pessoa, ou porque sou politicamente correta e reciclo o lixo? Quais são os critérios para se ter ou não câncer? Existem estes critérios? E os motivos, existem?

Aceitei o ‘desafio’ simplesmente…Decidi o meu caminho: o de lutar com unhas e dentes pelo meu final feliz…

Os choros das pessoas eram os piores fardos a suportar, muitos choraram no meu ombro…

Desconfortável, eu não me sentia neste patamar, não sentia pena de mim apesar de saber o sofrimento que viria, tampouco sentia que era o fim, mas sim o começo de uma árdua luta, com final feliz!

Contar todo este drama às minhas filhas: a tarefa mais difícil de todas!

Giovana: sensível, dócil, frágil…sete anos

Juliana: inteligente, perspicaz, compreensiva…cinco anos

Como damos uma notícia destas às crianças? Já não é fácil dar a notícia à um adulto…

Demorei três dias para conseguir esta resposta, pesquisei nos meus livros técnicos (educação e psicologia da criança), pesquisei na internet, e encontrei pouca literatura sobre o assunto… Procurei em blogues, encontrei relatos de mães com o mesmo problema que nunca chegaram a contar aos filhos…Esconderam-se atrás das perucas, sofreram os efeitos dos tratamentos sozinhas, inventavam desculpas mirabolantes para justificarem o ‘estado’ delas, menos contar a verdade…Uma espécie de superproteção dos filhos que só viria a prejudicar a elas próprias…E às crianças!

Achei injusto! O tipo de mãe que sou jamais me permitiria agir desta forma…Sempre tive como base da relação com as minhas filhas a honestidade e a confiança mútua. Não poderia ser diferente neste momento tão peculiar…

Eu ia precisar ainda mais delas, e elas de mim…Precisávamos estar inteiras! Sem lacunas, sem segredos!

Sou mãe presente, que se envolve, que dá carinho, pede cafuné…dou cambalhotas, conto histórias, brinco, sou ativa demais para passar sem ser vista com efeitos que me arrasariam o corpo e a mente…

Como explicar uma mãe que outrora era tão presente e ativa, de repente jogada num canto amargando umas náuseas e uma fadiga sem fim? Como explicar a falta de força para dar colinho? A falta de visão e voz para contar uma história antes do soninho? Como explicar a falta de paciência que se instala quando as dores forem mais do que muitas e só me apetecer ficar silenciosa e sozinha num quarto escuro?

Com estas perguntas a morarem em mim, durante três dias tentei encontrar uma solução…

Chegou enquanto eu desenhava com a Juliana na mesa da sala do Jantar…Costumamos desenhar e pintar muitas vezes juntas, adoro desenhar borboletas, e elas pedem sempre para que eu as desenhe…E foi assim que fez-se luz!

A metáfora da borboleta, o seu ciclo de vida, seria perfeita para explicar parte do drama que eu estava começando a viver…E assim comecei a desenhar criando o texto em paralelo.

No sábado a tarde (31 de janeiro de 2015) sentei-me no sofá, uma filha de cada lado…Folhas soltas com os rabiscos à postos. Língua afiada, coração na mão…lágrimas teimosas, sorrisos para acalentar e amenizar a dor, delas…Medo, insegurança…Pena…São tão pequeninas para uma notícia tão dura!

Irão crescer fortes! Vão perceber o meu otimismo e confiar em mim…Elas sempre confiam em mim!

Foi assim que comecei a contar a história da Mãe Borboleta:

“Uma mãe como todas as mães do mundo, mas que não sentia-se ‘parte’ da natureza e precisou MUDAR! Passou a observar mais tudo a volta, de um jeito diferente, e de tanto observar começou a mudar… os cabelinhos voaram com o vento numa noite de luar…criou um casulo a sua volta, a mudança acontecia de dentro para fora…virou lagarta…comia muito…ficou inchada…ficou verde com enjoos…ficou farta!

Foi cuidada com esmero pelos amigos e familiares, teve sonhos malucos…dormiu…

O final? Feliz…e guardava uma bela surpresa, para aquela mãe que se transformou!”

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“A mamãe está doente, vocês entendem isto? Tenho um bichinho, na mama…aqui…é por causa dele que a mamãe vai se transformar…mas os nossos sentimentos continuam intocáveis! Vai tudo acabar bem, tal como na história da Mãe Borboleta…”

Juliana: “Então tu és a Mãe Borboleta?”

A partir de hoje sou!

A Gio, silenciosa no princípio, procurava assimilar toda a informação…depois começou a fazer perguntas acerca do ‘bichinho’, queria saber o que aconteceria ao meu corpo, preocupou-se com as dores, perguntou como ele entrou, o que fazia cá dentro… tive que fazer nova bateria de ilustrações para demonstrar o processo…

A Juli, preocupou-se mais com o aspeto psicológico…falou muito sobre a queda do cabelinho da mamãe, sentiu com o seu jeito de criança sentir que era algo que me deixava triste, queria me deixar confortável, cogitou a idéia de cortar o próprio cabelo para ficar como eu…disse que me faria carinho na carequinha e daria muitos beijinhos!

“Vamos colocar os nossos lacinhos na tua cabeça mamã! Assim não pareces um menino!”

Todo este discurso foi permeado de boa disposição, sorrisos, piadinhas…foi leve…eu tentei que fosse leve…embora por dentro eu estava em prantos, pesada, com medo, insegura, frágil…algumas lágrimas rolaram e elas iam percebendo que apesar de confiante eu estava triste…Elas acalentaram a minha dor e eu tive a certeza absoluta de que estava no caminho certo!

Elas me abraçaram, beijaram, demonstraram da maneira mais doce e terna que estavam ali, comigo…e eu precisava tanto delas…

Como não contar com elas neste momento tão delicado?

É nestes braços pequeninos que eu me socorro ao longo de todo o processo…é neste lugar que vou buscar forças para continuar.

Elas são a minha maior estrutura nesta luta, sem elas não consigo imaginar a minha trajetória até aqui…É por elas que tudo isto faz ainda mais sentido.

A partir de então eu pude contar com a compreensão e o carinho incondicional destas minhas duas princesas brilhantes…E foi um alívio ver, dia após dia, uma ‘normalidade’ no que toca aos sentimentos delas. Estavam felizes! Tranquilas, seguras…

No início senti alguma ansiedade da Giovana. Ela é sensível e introspetiva…Ainda tinha muitas dúvidas, muitas perguntas a fazer, dei-lhe tempo… aos poucos ela foi se abrindo e resolvendo as suas dúvidas.

A Juliana tratava sozinha de resolver as suas dúvidas, passou dias e dias a recontar a história da Mãe Borboleta, na escola, para os amigos e familiares. Também desenhou a história, imitando as minhas ilustrações, e aos poucos foi colocando aquilo tudo no seu devido lugar.

Também fizemos um calendário, com datas importantes do tratamento e de todo o processo. Colámos autocolantes no calendário para que elas tivessem uma visão melhor e mais ‘macro’ do processo, desta forma sentem-se parte do processo e reconhecem a importância que têm!

Até agora tudo corre bem no reino da Mãe Borboleta!

Estou no meio de um processo doloroso…mas estou feliz! Porque vai passar…já está passando!

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40 thoughts on “Mãe Borboleta

    • Olá Elisabete!!! 🙂
      Eu já estive a espreitar o Blog da Vera sim 😉
      Concordo consigo, é uma grande lutadora!!! Todas nós somos! A nossa matéria é feita de luta e não arredamos as armas enquanto a guerra não acabar… Porque temos milhares de motivos pra estarmos vivas e felizes!!! 😉
      Um beijinho enorme para si e para a Vera! 😉

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    • Obrigada Suely!!! 😀
      Nem imagina como é importante e valoroso pra mim ler esta tua afirmação…De fato, não foi fácil abrir o meu coração, a minha história e a minha vida à tantas pessoas…foi preciso muita coragem…mas eu sentia, bem lá dentro, que era preciso dar continuidade a uma missão…e se eu enxergar outras borboletas saindo do casulo no meio deste turbilhão eu ficarei muito feliz, com sensação de dever cumprido! 😉
      Um bj imenso!!!!

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  1. Foi impossível conter algumas lágrimas lendo a sua história. Não lágrimas de tristeza porque, definitivamente, esta não é uma história triste. Foi um choro de emoção por ver o relato de uma pessoa, que sempre admirei, apaixonada pela vida na forma mais latente! Tia Verinha (não importa quantos anos eu tenha, não vou abandonar esse “tia” rs), a vida é maravilhosa e tenho um orgulho imenso de ver você enxergando ela assim, mesmo diante de um desafio tão grande… Isso é para poucos! Você é especial! Tenho certeza de que Giovana e Juliana vão crescer sempre orgulhosas da mãe borboleta que têm!!!! Que sua força continue grande, do tamanho do seu coração! Beijos com saudade!!!

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    • :..) Adoro quando me chamas de Tia Verinha…Me remete a um passado cheio de açúcar do lado dos meus melhores alunos de SEMPRE!!! 🙂
      Obrigada pelo carinho minha querida fofinha…e desculpa te tratar como se fosse ainda uma menina…Uma moça tão grande, jornalista competente e a Tia aqui insiste em não deixar pra trás a meninice dela 🙂 …é só saudade… :…)
      Milhões de Beijos!

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  2. Verinha querida ,que linda iniciativa! Estou em prantos aqui pela linda maneira que escreve ,pela força,pelo carinho com as meninas…enfim pela sua linda e vitoriosa luta!
    Comparilhei e passei pra uma amiga que acaba de descobrir um diagnostico tbm de ca de mama! Tenho certeza que dara mais força a ela!!! Um beijo grande e ainda mais força pra vc!!!

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  3. Querida borboleta
    Li, e reli, e voltei a ler durante horas… Só confirmei o que já pensava de si Vera!
    Sempre alegre, linda, e com um dom especial… Estou certa de que essa força interior que possui, e o carinho de todos que a amam, e gostam de si, serão o suficiente para ultrapassar esta etapa.
    O percurso é duro e longo, mas não é o suficiente para abalar uma borboleta tão especial.
    Um beijinho enorme, e sobretudo um muito obrigada, por ter tido o prazer de a conhecer!

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    • Ownnn Sónia!
      Obrigada pelo carinho e por estas palavras tão doces…Fico feliz que agora faças parte desta minha equipa que torce pelo final feliz desta história! 🙂
      Um bjinho grande carregado de carinho!
      Um especial para a Kika 🙂 que está sempre nos assuntos do dia da Juju, na hora do jantar 😉 🙂

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    • Minha mana fofinha!
      Que bom te ver por aqui também! Gosto muito de estar rodeada pelas minhas manas por todos os lados 🙂
      Vou continuar escrevendo estas palavras, esperando que elas encontrem os corações que precisam de acalanto 😉
      Te amo minha irmã linda! E a minha luz vai sempre buscar energia na minha família linda para estar sempre acesa 😉

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  4. Olá Vera!
    Depois de ler as tuas palavras delicadas e ao mesmo tempo tão fortes, não consegui ficar a observar caladinha.
    A maneira como escrever é lindíssima e tua experiência emociona. É incrível que no meio de tanta coisa que acontece na tua vida consigas arranjar uma história perfeita para contar às tua filhas.
    Não tenho as palavras certas para expressar os meus desejos, por isso vou dizê-lo de forma simples… Tudo vai passar, vais vencer é o que espero de coração.
    Bjs

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  5. Que orgulho em ti minha querida e doce amiga 💓 És uma daquelas pessoas raras que não mantém aprisionados e hermeticamente fechados os seus pensamentos e emoções! Algures entre o coração e a mente, dás vida e voz ao que vives e sentes desse teu jeito tão criativo, puro e sincero que a todos inspira e encanta! Sensível e delicada… Forte e determinada… És um exemplo de força, perseverança e coragem! Como te admiro “Mãe Borboleta”… Beijinhos com muito carinho do fundo do coração! “Vai passar… já está passando…”…

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    • Minha querida Amiga! 🙂
      Obrigada pela tua doçura diária…por estar sempre comigo e entender os meus objetivos e propósitos…
      É preciso mesmo ter uma coragem gigante para abrir assim o meu coração para o mundo, mas ainda maior é a minha vontade de inspirar e ajudar às pessoas que passam pelas mesmas dores que as minhas… 😉
      Um beijo do tamanho do mundo!!!

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  6. Está muito bonito, deixa uma grande mensagem de esperança e de vitória sobre todo o processo.
    Parabéns pela força que tens e que consegues passar aos outros.
    É uma história muito bonita que muito emociona, apesar do problema.
    Beijinhos e muita força porque no fim vai ser uma vitoria garantida.

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  7. Nossa Verinha! Que linda história… e tenho a certeza de que o final será feliz!
    Vc e td sua família é e sempre foi especial. Seu jeitinho meigo conquistou e conquistará muitos corações! DEUS é com você! Muitos beijos!

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    • Obrigada Conceição!!! 🙂
      Fico muito feliz quando as pessoas conseguem ver beleza numa história que tinha tudo para ser triste e feia…Sinto que o meu objetivo está sendo cumprido, porque, de fato, não há ‘feiura’ numa luta honesta pela vida e por um final feliz 😉
      Um bjinho com carinho

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  8. Vera, a tua “Mãe Borboleta” é tão forte e ao mesmo tempo delicada como o animal que escolheste para esta metáfora. Linda de ler a tua história… apesar da tristeza que a acompanha, respira-se a força e sente-se a tua determinação. Vais vencer, não tenho dúvidas, não há cancro que te vença. És uma artista e tens uma estrelinha dentro de ti que transborda uma luz imensa. Beijos doces. Mafalda.

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    • Obrigada Mafalda! 🙂
      Fiquei contente ao ler as tuas palavras, também és uma artista…e por isso tens uma sensibilidade especial…soubeste ‘ler’ o que veio do meu coração, perfeitamente… 😉
      Um bjinho doce de borboleta!

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  9. Vera. é emocionante ler as tuas palavras e a forma delicada, sensível mas muito forte como tu encaras toda esta situação. Só uma mulher com qualidades muito grandes o consegue fazer. Beijinhos grandes.

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    • Obrigada Clotilde! 🙂
      Mas sinceramente acredito que nós, mulheres (todas elas!), temos esta particularidade: somos fortaleza! 😉
      E que a vida nunca nos diga NÃO, porque, no mínimo iremos lutar pelo TALVEZ…e que nos venha sempre o SIM! Tão merecido 😉
      Beijoka grande!

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  10. Minha querida que linda iniciativa, tinha mesmo que compartilhar esta sua experiência, tantas outras precisão deste para seguir em frente, sabe que eu aqui do outro lado do oceano estou aqui, cuidando, em minhas orações desde do dia que aquele balãozinho me avisou…te amo amiga! E a vida ainda vai nos dar a oportunidade de abraços . Aline

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