As Coisas que Caem dos Olhos


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“PLIM…PLIM…Lágrimas. Imaginem vê-las cair dos olhos, e que dentro está a vossa mãe com rosto de menina, acariciando os cabelos, ajeitando-os atrás de uma orelha. Imaginem que veem dentro delas os rostos e os lugares da vossa vida…as montanhas, com os céus cortados, autoestradas e passagens desniveladas, e árvores que nadam na água salgada de pequenas lágrimas. E rebentam no chão, salpicando tudo à volta. Para não mais voltar. Tudo transbordou dos diques dos olhos, e escapou.
Para sempre. Como a história que está para começar.”

(In Prólogo, As Coisas que Caem dos Olhos)

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